- 1. Disponibilidade estimada de rede; SLA formal disponível nos planos Enterprise.
- 2. Melhoria típica observada com software de telemetria e otimização de rotas; varia por frota.
- 3. Cobertura agregada via roaming; lista exata varia consoante país e operadora.
Key features
Rastreio GPS em tempo real
Localização precisa de veículos com atualizações a cada segundo em qualquer parte do mundo.
Telemetria de consumo
Monitorização de combustível, comportamento do condutor e diagnósticos do veículo.
Segurança do veículo
Alertas de roubo, geofencing e bloqueio remoto do motor.
Otimização de rotas
Planeamento inteligente de rotas para reduzir tempos e custos operacionais.
Relatórios e analytics
Dashboards completos com KPIs de frota, manutenção preditiva e custos.
Cobertura multioperadora
Conectividade garantida em estradas, zonas rurais e travessias de fronteira.
Use cases
Problemas típicos
- Cobertura intermitente em travessias de fronteira quando o dispositivo fica preso a uma rede sem acordo de roaming aceitável.
- Tarifas-surpresa por roaming intra-UE quando a operadora única muda o critério de faturação ou o destino sai do Regulamento RLAH.
- Dispositivos que ficam pendurados sem reconectar após uma queda de rede, exigindo reinício manual do veículo.
- Manutenção de SIMs físicos em frotas grandes: substituições, logística inversa e roubo de cartões para uso fraudulento.
- Falta de visibilidade sobre o consumo por veículo quando todos os SIMs partilham um único pool sem segmentação por matrícula.
- Bloqueio da desativação 2G/3G em países onde ainda se usa GSM para tracking básico — os routers antigos deixam de ter sinal e a frota fica cega.
Arquitetura recomendada
- 1
Tracker ou gateway com SIM multioperadora (eSIM ou MFF2 embebido)
Escolha o formato MFF2 se o dispositivo permanecer dentro do veículo durante anos — resiste melhor a vibração, humidade e temperaturas extremas do que um 2FF removível. O eSIM permite mudar o perfil OTA se entrar num novo país sem mexer no hardware.
- 2
Plano multi-IMSI com comutação entre Telefónica/Vodafone/Orange/T-Mobile
O tracker testa várias redes e fica na que dá melhor RSSI/RSRP. Sem isto, depende da rede da operadora única em cada célula.
- 3
APN privado + IP fixo para os veículos críticos
O tráfego segue por túnel até à sua VPC em vez de sair para a Internet. O IP fixo permite firewalling rigoroso na cloud e SSH direto ao gateway a partir do seu NOC.
- 4
Portal central + alarmes de consumo por veículo
Cada SIM aparece com a sua matrícula no portal. Alarmes a 70/80/90% do limite mensal evitam faturas-surpresa quando um dispositivo enlouquece a enviar dados.
Plano de dados orientativo
| Dispositivo | Tráfego mensal típico | Plano recomendado |
|---|---|---|
| Tracker GPS básico (lat/lon a cada 30s) | 10-30 MB/mês | Pagamento por utilização ou pacote 50 MB |
| Tracker + telemetria OBD-II/CAN bus | 100-300 MB/mês | Pacote 500 MB |
| Câmara dashcam com upload de eventos | 1-5 GB/mês | Pacote 5 GB / Dados partilhados |
| Tablet do condutor (rotas + relatório digital) | 500 MB - 2 GB/mês | Dados partilhados |
Valores indicativos para veículos em operação 8-10 h/dia. Câmaras com streaming em direto ou telemetria a 1 Hz consomem significativamente mais; peça uma simulação.
Quando usar IP fixo
- O gateway do veículo precisa de ser acessível a partir do NOC para diagnóstico remoto sem abrir túnel de saída.
- A sua plataforma de gestão de frotas filtra pedidos de entrada por IP de origem (lista branca por matrícula).
- Auditoria de segurança — setor da defesa, transporte de mercadorias perigosas, transporte de valores — exige rastreabilidade por endereço IP.
Quando usar APN privado
- O tráfego de telemetria não deve sair para a Internet pública — segue por túnel direto até à sua VPC na AWS/Azure/GCP.
- Precisa de endereçamento privado RFC1918 para que os gateways se vejam entre si sem NAT.
- O cumprimento setorial (RGPD para dados do condutor, regulamentação do tacógrafo digital, ISO 27001) exige segmentação de rede rigorosa.
Dispositivos compatíveis
Teltonika FMB / FMC / FMU
Trackers GPS com CAN bus, ranhura SIM 2FF, suporte LTE Cat-M1 e FW configurável por OTA. Padrão de facto nas frotas europeias.
Queclink GV-series
Trackers para veículos com eSIM opcional, bateria de reserva e reporte por TCP/UDP para a sua plataforma.
Ruptela FM-Eco / Pro
Gateways modulares com CAN-FD, expansão por 1-Wire (sondas de combustível) e firmware certificado para tacógrafo digital.
Dashcams Streamax / Howen / Jimi
Câmaras com gravação local + upload de eventos para a cloud. Consomem muito mais dados — reserve um plano separado.
Routers Teltonika RUT240/RUTX10
Para veículos de serviço onde os técnicos precisam de WiFi a bordo (ambulâncias, polícia, imprensa móvel).
Sondas e sensores BLE auxiliares
Identificadores de condutor (iButton/RFID), sondas de temperatura para cadeia de frio, leitores de combustível. Ligam-se ao gateway, não têm SIM próprio.
Perguntas frequentes
- O meu tracker vai funcionar em travessias de fronteira sem parar de reportar?
- Sim, se o SIM for multioperadora. A comutação demora entre 30 segundos e 2 minutos consoante o dispositivo e a potência de sinal da rede de destino. Em SIMs de operadora única depende dos acordos de roaming da operadora e por vezes o dispositivo fica numa rede fraca sem voltar a tentar.
- O que acontece se um veículo entrar numa zona sem cobertura 4G?
- O tracker faz fallback automático para 3G ou 2G se estiverem disponíveis, e guarda os pontos GPS em buffer até recuperar sinal. Os dados sincronizam em bloco ao voltar a ter rede. Importa escolher um tracker com buffer suficiente (várias horas no mínimo) e o seu backend tem de aceitar pontos retroativos.
- Preciso de IP fixo para que a minha plataforma receba os dados?
- Não para receber — o seu backend escuta num IP público e os trackers enviam-lhe os dados em saída. Sim para que o seu NOC possa ligar-se ao tracker (SSH, configuração remota) sem abrir túnel inverso. A maioria das operações resolve-o com APN privado e plataforma na mesma VPC.
- Como evito surpresas na fatura quando um veículo enlouquece?
- Configure alarmes de consumo a 70/80/90% do limite mensal por SIM no portal de gestão. O alarme a 90% bloqueia automaticamente o SIM até a operadora autorizar o restante. Custo de uma falha: zero.
- O que faço com a desativação 2G/3G nos meus trackers antigos?
- Peça o guia de migração em /recursos/guias/sunset-2g. Resumo: identifique os trackers que só suportam 2G, substitua-os por LTE-M ou NB-IoT (mais baratos do que 4G clássico) antes da data de desativação em cada país. Espanha desliga o 3G em 2025 e o 2G em 2030 consoante a operadora.
Checklist antes de implementar
- 1Inventário de veículos: matrícula, modelo do tracker, modem (2G/3G/4G/Cat-M1/NB-IoT), formato de SIM (2FF/3FF/4FF/MFF2).
- 2Mapa de países onde vão circular — inclua os que apenas cruzam ocasionalmente.
- 3Plano de dados por veículo ou por tipo (tracker básico vs câmara vs tablet) com margem de 30% sobre o consumo medido no piloto.
- 4Decisão de IP fixo ou IP dinâmico com NAT — documentado veículo a veículo se não for uniforme.
- 5Decisão de APN público ou privado, e arquitetura de VPC se for privado.
- 6Configuração de alarmes de consumo a 70/80/90% no portal, com política de bloqueio a 100%.
- 7Plano de desativação por veículo sinistrado ou vendido — como se desativa o SIM e se fatura o rateio.
- 8Suporte de tacógrafo digital e regulamentação local de retenção de dados (RGPD, RD 1416/2021 para Espanha).
- 9Procedimento de substituição de SIM na oficina — quem pede o SIM novo, quem o ativa?
- 10Piloto com 3-5 veículos durante 4 semanas antes da implementação completa.
Precisa da versão imprimível? Veja o guia de pré-implementação.
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