Key features
Monitorização de inversores
Liga inversores de qualquer fabricante (Huawei, SMA, Fronius, Solax, Growatt…) via APN privado para leitura de produção em tempo real.
Gestão de baterias
Telemetria de sistemas de armazenamento BESS: estado de carga, ciclos, temperaturas e alertas de degradação.
Contadores bidirecionais
Leitura remota de contadores de produção e consumo para acerto de excedentes e faturação líquida.
Estações meteorológicas
Liga piranómetros, sondas de temperatura e anemómetros para PR (performance ratio) e deteção de sombras ou sujidade.
Segurança da central
Câmaras IP, sensores antirroubo e controlo de acessos em centrais fotovoltaicas isoladas.
Agregação O&M
Dados normalizados na sua plataforma de operação e manutenção para portfólios de centenas de instalações.
Use cases
Problemas típicos
- Centrais em zonas rurais com cobertura de operadora única fraca — o portal do fabricante (Huawei FusionSolar, SMA Sunny Portal…) deixa de receber dados durante dias.
- Inversores com SIM de uma operadora que não cobre o local e ninguém se apercebe até o cliente reclamar por excedentes não faturados.
- Dados do inversor que viajam para a plataforma do fabricante na China/Alemanha, levantando dúvidas de RGPD do cliente final.
- Custos de roaming inesperados quando o datalogger reinicia e abre múltiplas sessões contra o portal do fabricante.
- Impossibilidade de fazer alterações remotas ao inversor (curtailment, reativa, parâmetros de rede) por estar atrás do CGNAT da operadora.
- Estações meteorológicas e piranómetros que ficam sem dados durante dias por cobertura intermitente, falseando o cálculo do PR.
Arquitetura recomendada
- 1
Datalogger do inversor com SIM multioperadora e APN privado
O logger (Huawei SmartLogger, SMA Cluster Controller, Solar-Log…) leva um SIM multi-IMSI que escolhe a rede com melhor RSSI no local. O APN privado leva-o à sua VPC, não ao portal do fabricante.
- 2
Backhaul único por central + Modbus TCP no bus interno
Um só router industrial recolhe vários inversores por Modbus TCP e reporta-os agregados ao seu O&M. Reduz SIMs (um por central vs um por inversor) e ganha capacidade de controlo centralizado.
- 3
IP fixo + regras de saída para curtailment dinâmico
O operador do PPA ou o agregador podem ordenar redução de potência (RBC, redespacho) por API REST contra o datalogger. Sem IP fixo, esse fluxo precisa de um broker intermédio que acrescenta latência.
- 4
Plano de dados por central com margem para eventos meteorológicos
Uma central de autoconsumo de 50-100 kWp consome 100-300 MB/mês. Em tempestades com muitos alarmes e curvas anómalas, o consumo pode subir 5x. Configure um plano generoso + alarme de bloqueio a 3x o nominal.
Plano de dados orientativo
| Dispositivo | Tráfego mensal típico | Plano recomendado |
|---|---|---|
| Datalogger inversor residencial (5-10 kWp, leitura a cada 5 min) | 30-100 MB/mês | Plano 100 MB |
| Datalogger comercial (50-500 kWp, várias traços) | 200 MB - 1 GB/mês | Plano 1 GB |
| BESS com telemetria intensiva (a cada 30s) | 500 MB - 2 GB/mês | Plano 2 GB / Dados partilhados |
| Estação meteorológica + piranómetro | 10-50 MB/mês | Plano smart-meter 50 MB |
Valores indicativos. Centrais com muitos alarmes (sombras parciais, microinversores com eventos individuais) consomem significativamente mais.
Quando usar IP fixo
- O cliente ou o agregador precisam de enviar comandos ao inversor (curtailment, controlo de potência ativa/reativa, parâmetros de proteção de rede).
- A auditoria regulatória (RD 244/2019 sobre autoconsumo, ITC-BT-40) exige rastreabilidade por endereço IP do datalogger.
- Integração com o SCADA do operador elétrico (REE, distribuidora) para centrais com mais de 100 kW.
Quando usar APN privado
- Dados de produção e histórico de operação NÃO devem sair do ambiente controlado do operador O&M (cumprimento RGPD, segredo comercial).
- Segurança: muitos inversores têm vulnerabilidades documentadas e não devem ser alcançáveis a partir da Internet pública (segmentação obrigatória).
- Plataforma O&M própria que precisa de endereçamento RFC1918 e comunica com centenas de inversores numa única VPC.
Dispositivos compatíveis
Huawei SmartLogger 3000
Logger central para centrais de até 80 inversores Huawei. Suporta Modbus TCP, MQTT para FusionSolar e API local. Ranhura MicroSIM e antena externa.
SMA Cluster Controller / Data Manager M
Para centrais SMA. Liga vários inversores por bus interno e reporta ao Sunny Portal ou à sua plataforma. SIM 2FF padrão.
Solar-Log 1200/2000
Logger universal multifabricante (compatível com 1500+ inversores). Pensado para empresas O&M com portfólios mistos.
Fronius Smart Meter + Datamanager
Solução para autoconsumo residencial e comercial Fronius. WiFi + módulo celular opcional para locais sem rede.
Routers industriais Teltonika RUT240/RUT955
Para centrais grandes onde vários inversores partilham um único backhaul celular. Suportam failover WAN, OpenVPN, gateway modbus.
Estações meteorológicas Lufft / Kipp & Zonen
Piranómetros, sensores de temperatura de módulo e ambiente, anemómetros. Reportam por Modbus ao datalogger ou por SDI-12 a um controlador adicional.
Perguntas frequentes
- Porque não usar o WiFi do cliente para ligar o inversor?
- Funciona para autoconsumo residencial sem requisitos de O&M, mas o WiFi do cliente muda de SSID, password ou router sem avisar. Para portfólios profissionais, um SIM dedicado ao inversor garante conectividade estável e independente do cliente final.
- Os meus dados de produção ficam na Europa com APN privado?
- Sim. O tráfego segue por túnel para a sua VPC na região que escolher (eu-west-1 / eu-west-3). Os dados não passam pelo portal do fabricante. Importante para clientes corporativos e administrações públicas com RGPD rigoroso.
- O NB-IoT serve para inversores fotovoltaicos?
- Para reportes resumo (potência instantânea, energia diária) sim. Para telemetria detalhada (curvas IV, alarmes individuais, registos de eventos) o NB-IoT fica curto em throughput — use LTE-M ou 4G clássico. O NB-IoT é ideal para contadores bidirecionais e estações meteorológicas, não para o datalogger central.
- Posso controlar a potência ativa do inversor por API a partir da minha plataforma O&M?
- Sim, se o inversor o suportar (a maioria dos modernos sim: Huawei SUN2000, SMA Sunny Tripower CORE1, Fronius SYMO GEN24, etc.) e tiver IP fixo no datalogger. O comando segue por Modbus TCP ou por API REST consoante o fabricante. Sem IP fixo precisa de um broker intermédio.
- Quantos SIMs preciso numa central de 200 kWp com 5 inversores?
- Um só: o datalogger central agrupa os 5 inversores por Modbus interno e reporta-os consolidados. Se os inversores estiverem fisicamente dispersos (mais de 100 m entre si) pode precisar de 2-3 dataloggers, mas raramente de um SIM por inversor.
Checklist antes de implementar
- 1Inventário por central: tipo e modelo de inversor, datalogger, contador bidirecional, BESS se existir.
- 2Cobertura por código postal e operadora antes de escolher o SIM — em zonas rurais pode haver uma única operadora com sinal aceitável.
- 3Decisão de portal do fabricante vs plataforma O&M própria (RGPD, propriedade dos dados).
- 4Decisão de IP fixo (sim para centrais >100kW com curtailment) vs IP dinâmico.
- 5APN público com cifragem para residencial, APN privado para comercial e industrial.
- 6Plano de dados por central com margem 3x para eventos meteorológicos e alarmes em cascata.
- 7Procedimento de desativação por desmantelamento da central.
- 8Cumprimento do RD 244/2019 (autoconsumo) e ITC-BT-40, especialmente rastreabilidade de excedentes injetados.
- 9Suporte do datalogger para Modbus TCP local quando o cliente quer integrar com o seu BMS ou SCADA.
- 10Piloto de 2-3 centrais durante 2 meses validando uptime da telemetria e precisão do PR calculado.
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